Notícias do Fórum


20/9/2010
FOCCO-PE lança campanha pelo voto consciente

Trabalho desenvolvido pela Aporte Comunicação fala sobre a importância de conhecer o histórico dos candidatos

Quem compra laranja sem escolher corre o risco de levar uma fruta podre, imprópria para o consumo. Quem vota sem conhecer e avaliar o histórico do candidato corre o risco de causar um grande prejuízo a milhares de pessoas no país. Foi para estimular o voto consciente que o Fórum Pernambucano de Combate à Corrupção (FOCCO-PE) lançou a campanha publicitária “para escolher, tem que conhecer”. O trabalho, desenvolvido pela Aporte Comunicação, parte de uma situação corriqueira na vida das pessoas – a compra de frutas em uma feira – para mostrar que uma escolha tão importante deve ser feita com muita cautela.

A campanha, que consiste em vídeo, jingle, anúncios para jornal, cartazes, folhetos, banners de Internet, faixas e adesivos, conta com o apoio de diversos veículos de imprensa em Pernambuco para ser veiculada, uma vez que o FOCCO-PE não dispõe de recursos próprios. “A Aporte criou a campanha sem custos, juntamente com as produtoras Oficina de Imagens e Música de Trabalho, em um belo exemplo de compromisso com a cidadania. A receptividade dos órgãos de imprensa que visitamos até agora também tem sido excelente”, diz a auditora da Controladoria Geral da União (CGU) Fernanda Calado, que acompanhou de perto a elaboração da campanha.

Várias outras entidades também têm apoiado a iniciativa, disponibilizando inclusive recursos para confecção do material gráfico da campanha. É o caso da União Nacional dos Analistas e Técnicos de Finanças e Controle - Unacon Regional/PE; da União dos Vereadores de Pernambuco – UVP; do Sindifisco Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal - D.S. Recife; da Associação Nacional de Engenheiros e Arquitetos da Caixa – ANEAC; e da Associação dos Auditores do Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco.

A página do FOCCO-PE (http://www.prr5.mpf.gov.br/forum), divulgada nas peças da campanha, traz uma série de links para sites onde o eleitor pode pesquisar o histórico dos candidatos e saber se eles têm ficha limpa. Lá, o eleitor poderá saber quem financiou as campanhas de cada político, como eles se comportaram em mandatos anteriores e a que processos respondem na Justiça.

Os órgãos públicos que compõem o FOCCO-PE e as entidades da sociedade civil que têm firmado parceria com o fórum estão trabalhando para que a mensagem tenha um amplo alcance. É o caso, por exemplo, da Caixa Econômica Federal, que vai afixar os cartazes em todas as agências bancárias e casas lotéricas em Pernambuco.

Motivação

O procurador regional da República Fábio George Cruz da Nóbrega, membro do Ministério Público Federal (MPF) e coordenador do FOCCO-PE, explica que a nova campanha vem complementar as campanhas contra a venda de voto já apoiadas pelo FOCCO-PE, por meio do Pacto pernambucano em defesa do voto consciente: “Seu voto: não venda, não troque não negocie” (MPF) e “Voto vendido, povo vencido” (Justiça Eleitoral da Paraíba).

Fábio George demonstra preocupação com dados de uma pesquisa feita pelo Instituto DataFolha em 2009, onde se verificou que 20% dos eleitores na região nordeste admitem que negociam seu voto em troca de bens e favores pessoais. Ele explica que na maior pesquisa já feita em nosso país sobre a corrupção eleitoral, no ano de 2001, pelo IBOPE e pela ONG Transparência Brasil, foi identificada a prática disseminada da corrupção eleitoral em todas as faixas de instrução e de renda. “A diferença é apenas o benefício oferecido aos eleitores: enquanto aos mais pobres são oferecidos bens como tijolos, remédios e alimentos, a classe média conta com a promessa de cargos públicos e isenções fiscais. Aos mais ricos, em grande parte financiadores das campanhas eleitorais, são fornecidos os maiores favores governamentais: a possibilidade de venda de bens, realização de obras ou prestação de serviços públicos de forma dirigida, sem licitação.

O índice de pessoas que se abstêm de participar do processo eleitoral em todo o país, seja porque não comparecem às urnas ou porque votam branco ou nulo, chega a 20%. Fábio George ressalta que a participação popular é fundamental para mudar os rumos do país, e foi justamente um projeto de lei de iniciativa popular que deu origem à chamada Lei da Ficha Limpa. “O momento exige um eleitor consciente, que não negocie seu voto, que vote bem, que denuncie as irregularidades de que tiver conhecimento, que convença, enfim, os seus familiares, colegas e amigos de que esse é o caminho certo para um país melhor”, declarou.


Assessoria de Comunicação Social
Procuradoria Regional da República da 5.ª Região
Telefone: (81) 2121.9869
E-mail: ascom@prr5.mpf.gov.br


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