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10/6/09
Fórum debate plano de combate à corrupção

Folha de Pernambuco [ Regional ]
Por Diego Mendes

A comissão do Fórum Permanente de Combate a Corrupção esteve, ontem, na Câmara Municipal de Caruaru, no Agreste, para apresentar os planos de enfrentamento ao desvio de verba, principalmente dos recursos oriundos dos projetos federais. O público alvo da ação foi os vereadores, tanto os caruaruenses quanto os de outras cidades da região, que, segundo os palestrantes, são os fiscalizadores mais próximos da população.

Foram debatidos, durante o encontro, os mecanismos para prevenir o mau uso dos recursos dos programas governamentais, ferramentas para a prestação de contas e a importância do controle interno nas instituições públicas. De acordo com o secretário de Controle Externo do Tribunal de Contas da União (TCU) em Pernambuco, Evaldo José de Araújo, a quantidade de verba que vem do Governo Federal, por meio dos programas de Educação e de Saúde, deve ser mais bem fiscalizada.

Há algum tempo o Governo Federal mandava o dinheiro diretamente para as prefeituras e elas se encarregavam de fazer a aplicação municipal, mas atualmente esse recurso, às vezes, como no caso do Bolsa Família, é transferido diretamente para o cidadão. Com isso, segundo Araújo, fica mais complicado identificar desvios. “A sociedade toda deve estar atenta com a fiscalização, porque sem essa ajuda fica difícil para o TCU, principalmente quando o receptor dos recursos vai se tornando cada vez mais restrito”, alegou. Além do desvio de dinheiro público, o mau funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS) foi outro assunto abordado nas discussões pelos palestrantes.

PORTAL

De acordo com a assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores de Caruaru, um portal da transparência para o legislativo municipal deve ser inaugurado no final deste mês. Antes da novidade o presidente da casa, Rogério Meneses, garante que já vem trabalhando para acabar com o desperdício financeiro. “Com apenas seis meses de trabalho conseguimos economizar R$ 830 mil. Para isso acabamos com a verba indenizatória e só gastamos o indispensável”, contou.


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